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A III Violeira de Votorantim vem aí. De 28 a 31 de Agosto. Clique e saiba mais! Conheça o trabalho do violeiro Ricardo Anastácio, escute o Cd Viola Tropeira. Falar da viola, não é coisa muito fácil. Pela sua grandeza, por ser um instrumento encontrado em todo Brasil, e em cada canto usa uma afinação, com toques e estilos diferentes. Sou do interior de São Paulo, do baile na roça de Portinari, de Mazaropi, da Tristeza do Jeca de Angelino de Oliveira, de Canoeiro de Zé Carreiro e Alocim, Vieira e Vierinha os reis da catira, da mansidão de João Pacifico, Teddy Vieira , Jacó e Jacozinho , Rolando Boldrim , Renato Teixeira , e mais um mundão de gente que vamos falar aqui descendo o Rio Tietê. Este rio que corre contra o mar, para o interior, corta o estado de São Paulo inteiro, vai se despoluindo, navegável até o Mato Grosso. E levou com ele a cultura tropeira, do caboclo, do caipira, que é este tipo brasileiro do interior paulista, que até pelos seus traços, pouca barba, pele queimada. Teve na sua mistura maior influência dos índios, fico pensando se este conjunto de cidades com nomes indígenas Itu, Botucatu, Itapetininga, Sorocaba, Votorantim, Bauru, Jaú, Araraquara, Piracicaba, Tatuí, Tiete, Capivari, Itapeva, Paranapanema, etc. Cidades ou vilarejos, na época, com mais de 300 anos que não foram uma região onde os índios puderam viver em paz e dar sua contribuição para a cultura brasileira, pelo menos até o ciclo do café. O CURURU, O CATERETÊ, O FANDANGO (CATIRA), O SAMBA RURAL... E VAMOS DESCER O RIO... que corre junto com a história da viola caipira. Ricardo Anastacio professor de viola caipira e compositor de Sorocaba-SP
...e assim vou levando a vida com meus amigos, ou ela quem vai me
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