Viola Tropeira

Trecho da música "Moelão Paulista",que está no Cd "Viola Tropeira" de Ricardo Anastacio a venda pelo  pelo email violatropeira@terra.com.br ou pelo fone: 15 9701-7068             Chat aos domigos à partir das 15h para tirar dúvidas sobre viola            Aulas online        Métodos de Viola com Cd de Rítmos e Ponteados

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Personalidades

   

O Pintor da Alma Caipira

          José Ferraz de Almeida Junior, nascido em Itu em 1850, foi o primeiro dos nossos artistas a retratar com fidelidade e muita beleza a vida do caipira paulista.Em 1875 Dom Pedro II viajara a Itu para inaugurar a Estrada de Ferro Mogiana  conheceu a obra do pintor e lhe deu uma bolsa de estudo de trezentos francos para estudar em Paris, cinco anos depois já em Paris criava o nosso realismo caipira.Foi com o quadro “O Derrubador Brasileiro” que ele iniciou o registro de tipos regionais da nossa terra em seu ambiente de vida.De volta ao Brasil deu continuidade ao uma  longa séries de quadros com temas caipiras no trabalho e no lazer (O Caboclo no Descanso, O Caipira Picando Fumo). No ano de 1886 o artista pintou o quadro “A Noiva”, quadro que ganhou prêmio em um exposição em Chicago ,EUA.Faleceu no Hotel Central na cidade de Piracicaba em 1889, sua obra pode ser vista na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

 

 

Inezita Barroso

 

        Nascida em São Paulo na Barra Funda , e com cinco anos passava temporadas na fazenda de sua família em campinas , teve um contato muito grande com colonos , que no final da tarde se reuniam no terreiro pra tocar e cantar, nos conta ela que ficava muito impressionada querendo aprender as letras mais as modas daquela época eram muita comprida , quando aprendeu a escrever anotava as letras em seus cadernos , voltava para a cidade e cantava nas festas da escola , da igreja e nos aniversários . Mas tarde na faculdade  que ela se voltou para música caipira folclórica popular , tinha um grupo curtia esse gênero (Paulo Autran , Clovis Garcia ,Renato Consorte), cantávamos na faculdade e todos os domingos se reuniam  cantar. Ela se profissionalizou por acaso no nordeste em Recife, foi a passeio e cantando em um recital  beneficente no teatro Santa Isabel, o sucesso foi tão grande que na mesma noite lhe contrataram para um programa na Rádio Clube do Recife: “Eu cantava musica típica do sul , lá era uma novidade todos gostavam” .

         Era a única mulher que cantava o gênero caipira ,pois haviam muitas duplas,costume que vem de longe nos conta ela , da época da colonização.Os jesuítas , para atrair os índios , chamavam os meninos para cantarem no coro e isso marcou profundamente a cultura paulista.É um costume tão arraigado que quando um começa a cantar , o outro já entra na segunda voz.Até no cururu , que é a manifestação mais importante do interior é o desafio paulista, tem a segunda voz.

         A primeira música gravada foi “A Marvada Pinga”, do compositor Sorocabano Lauriano ,e no outro lado do disco foi gravado “Ronda”,do compositor Paulo Vanzolini.

        Perguntada sobre a diferença da música caipira , sertaneja e folclórica , a folclorista nos conta que a palavra sertaneja é um termo nordestino, na região centro-sul não se falava sertanejo era o caboclo,o caipira, o tropeiro, o bugre ,o colono.Esse termo foi inventado pelas gravadoras por preconceito ao termo caipira , então a música sertaneja não existe. Por que a música nordestina, que é maravilhosa,  é chamada de música nordestina  e não sertaneja. Já a música folclórica esta profundamente ligada  as festas populares , festa do divino muito típica na região de Tietê, festa de Reis , Caiapós e Congadas. E a caipira é uma música que fala sobre a terra . sobre o animal, sobre a natureza, por que o cantador caipira é antes de mais nada um jornalista, um jogral , que conta as coisas da sua região com sua própria linguagem, existe um grupo de intelectuais que quer interferir corrigindo os erros de português tão comum na música caipira, tirando sua autenticidade. É o dialeto paulista ,os sambas de Paulo Vanzolin e Adoniram Barboza usam este mesmo dialeto e não sofrem tanto preconceito . Esse texto foi extraído de uma entrevista dada por Inezita Barroso em  1982.

 

 

 

Mazzaropi imagem viva do nosso caipira

         Nascido em São Paulo em 1912, estudou pouco, pois a preguiça o impediu de terminar o ginásio, e aos 15 de tanto assistir a peças caipiras no teatro, ele tinha fascínio pela dupla Genésio e Sebastião de Arruda, foi para nos bastidores como pintor de cenário, viajando pelo interior trocou os pinceis por trajes da moda caipira, o sucesso foi imediato.Ele fazia o público rir na mesma medida que fazia chorar, não havia circo que não quisesse Mazzaropi. O autor de peças para o Teatro Brasileiro de Comédia Abílio Pereira de Almeida ficou deslumbrado quando o assistiu, e o chamou para fazer o filme Sai da Frente, e ali nasceu o personagem mais famoso de Mazzaropi o “Jeca”.

        Jeca Tatu, Tristeza do Jeca, Casinha Pequenina, Pedro Malazartes, foram sucessos que colocaram o cinema em situação privilegiada, os cinemas lotavam formando filas infindáveis, quando lançavam um filme novo de Mazzaropi. Quem o conheceu não esquecera jamais.

 

Manoel de Barros

Um andarilho do Pantanal

“Quando passava o Joaquim Sapé eu via a liberdade .Isso ficou em mim pequeno. Ficou no Homem Grande E ainda está nos meus oitenta.

 A intimidade que os andarilhos têm com as árvores , com as águas , com as aves, com as pedras , com a chuva , com os ventos, com o chão e com o sol, dava inveja ao menino que eu era na fazenda .Acho que eu imaginava que o Joaquim Sapé  era a própria liberdade. A liberdade chegava de tarde com seus cachorros magros e não amanhecia . Madrugada eu via a liberdade desaparecer na estrada . Foi sempre o meu encantamento ver a liberdade sair com os seus cachorros magros.Quanto mais eu vivesse e eu vivi  muito anos ainda naquela fazenda , mais eu via a liberdade , vestida em trapos , passar por mim.A liberdade seriam todos os caminhos que não chegassem . E a liberdade não era todo tempo. Ela era de vez em quando. Ela era de ano em ano, talvez. Mas quando passava Joaquim Sapé eu via a liberdade . Isso ficou em mim pequeno. Ficou em mim homem grande.E ainda esta nos meus oitentas. Encontrei uma vez Joaquim Aspe na beira de um rio ao lado de uma garça. Aqui eu “dormo”, ele disse. Aqui eu pesco. Aqui eu como, ele disse.Este rio escreve torto. Ele disse.E eu acho que todo rio escreve torto. E anda sem rumo também.Acho que os rios parecem comigo. Não sabem aonde vão desembocar.Não sabem quando vão secar .E não sabem quando vão desaparecer . Pode ser na outra curva.Ou pode estar atrás do morro. Na beira destas garças eu esteio . E o caminho que ando também escreve torto. São trilheiros  de anta , de emas , de lobos. Eu caminho nos relentos . De manhã o rio esta aberto aos pássaros . E os caminhos se abrem para o perfume do Sol. Os relentos me agasalham . Eu vivo uma ascese de mosca. Ele disse.

 

Manoel Barros, nasceu em Cuiabá , MT, e atualmente mora em Campo Grande , MS. É advogado , fazendeiro e poeta. Publicou mais de 17 livros, entre eles , O Guardador das águas ,O Livro das Ignorãças  e Poeminhas pescados numa fala de João .

 

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